Home   |  Núcleo de Memória  |  Relembre  |  Contato  |  Agenda  |  Equipe  |
 
TEMAS DO ACERVO
Reginaldo Bonfim

(Salvador, 1950 – 2007)

  

Reginaldo Bonfim, Bahia

 

        Pintor primitivo que exerceu sua atividade nas ruas do centro histórico de Salvador. Seu sonho era ter um ateliê, porém por dificuldades financeiras nunca conseguiu concretizá-lo.
        Reginaldo Bonfim Dias começou a pintar aos 5 anos de idade. Posteriormente, fez o Curso Livre da Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador. Seus trabalhos foram expostos em galerias de Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro. Em 1971 foi convidado a apresentar alguns de seus quadros no Programa do Chacrinha, veiculado pela Rede Globo.

 

(Anjo com instrumento musical), 1989
Óleo sobre tela
77,5 x 118 cm
Acervo Museu da Abadia

 
        Silvio Lamenha, seu apresentador, o identifica como integrante do "Tropicalismo Mágico, caracterizado, sobretudo pelo forte cromatismo e pelas formas voluptuosas e exuberantes".
Reginaldo passou a apresentar alguns desvios de atitude até que foi diagnosticado esquizofrênico. A partir de então, foi discriminado e teve dificuldades para expor seu trabalho. Suas obras, em geral, foram vendidas por preços irrisórios. Ele denominava-se um Príncipe Branco, em um protesto solitário, sarcástico e irônico.

 

Reginaldo Bonfim
anjo e trobeta
Óleo sobre tela
90 x 120 cm
Acervo galeria Banco de arte

 

Em outubro de 2011, ocorreu o lançamento de um documentário sobre a vida de Reginaldo Bonfim, “As cores da Utopia”, que discute o conceito de normalidade e as dificuldades e discriminações que a pessoa com algum tipo de deficiência mental sofre. O filme foi produzido por Julio Oliveira Nascimento, Mestre em Filosofia pela PUC-SP, cineasta, psicólogo e bacharel de Direito pela PUC-Goias, que dedicou-se por oito anos para concretização deste trabalho.

 

Reginaldo Bonfim
(Grupo à sombra de árvore), 1988
Óleo sobre tela
72 x 91,5 cm
Acervo Museu da Abadia

  

A arte e a loucura

 

        Entre os pesquisadores da arte existe certo questionamento em relação à validade artística de trabalhos de uma pessoa que apresenta distúrbios mentais. Há os que consideram, assim como o pintor e escultor francês e primeiro teórico da “arte bruta”, Jean Dubuffet, que os trabalhos de expressão artísticas produzidos pelos loucos é uma arte pura que não foi “contaminada” pela cultura. Outros pesquisadores, como o crítico de arte e ensaísta Luiz Camillo Osório, afirmam que esses trabalhos não podem ser considerados arte, pois “Por mais emocionante que seja uma pintura de Fernando Diniz, ou mesmo o manto do Bispo do Rosário, aquilo não é arte. (...) Sem consciência, sem intencionalidade não se faz arte.”

 

 

Texto: Giselle Rodrigues

Revisão: Giselle Peixe

 

     

Reginaldo Bonfim
(Baianas do Bonfim), s.d.
Óleo sobre tela
217 x 157 cm
Acervo Museu da Abadia

  

Fontes

  

http://www.acadmedmg.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=13:loucura-e-arte&catid=56:psiquiatria&Itemid=11 

http://abrasmesp.blogspot.com.br/2011_11_01_archive.html 
http://www.bahiaja.com.br/noticia.php?idNoticia=1854 
http://seteflechas.com/index.php/visualidades/5-reginaldo-bonfim 

http://www.ascoresdautopia.com/cores/





Pesquisar:  


Foram Encontrados 6 Registro(s).